segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ano Novo, Currículo e Empregabilidade

A chegada do ano novo traz consigo as mais diversas expectativas, envoltas em projetos, planejamentos, propósitos e metas. Afinal, como bem pontuou a renomada escritora Lya Luft, na revista Veja, de 06/01/2010, somos seres socialmente condicionados e "programados" para atingir um padrão de sucesso irreal, no qual impera uma interminável lista de "ter de" que, por não ser "realizável", acaba nos levando a um paranóico e helicoidal sentimento de frustração, fracasso e derrota. Pois, que padrão de sucesso é esse que cobra "ser bonito, saudável, competitivo e competente, bom de cama e ruim de mesa"1 o tempo todo?
Verdade é que, as questões relacionadas ao emprego, às oportunidades de trabalho e ao desenvolvimento de uma carreira profissional promissora nos tempos atuais, passam diretamente por crivos e avaliações muitas vezes implacáveis, que devido à competitividade do mercado, tornam-se, a cada ano que passa, uma maratona com tons dramáticos e para a qual poucos parecem preparados, sendo a linha de chegada garantida, somente, para os que, além da qualidade, apresentam "nervos de aço" e a tal "inteligência emocional".
Nesse início de ano, noticiários, anúncios, artigos e empresas de R.H. garantem: a) existem muitas vagas de emprego; b) é hora de se buscar uma recolocação ou de, finalmente, conseguir o tão sonhado emprego não alcançado nos anos anteriores. Contudo, à partir de uma análise prévia desse cenário, e buscando controlar a emoção em detrimento da razão, se faz importante observar:

1) As empresas buscam, atualmente, não só um profissional com experiência, mas com diferenciais; diferenciais estes que devem gerar resultados numéricos para a mesma;
2) Ao concorrer a uma vaga de emprego, deve-se lembrar: o currículo é o "cartão de visitas" do candidato. Um currículo objetivo [leia-se: breve, resumido], bem redigido, destacando as capacidades do candidato, podem abrir portas para as próximas fases do processo seletivo;
3) Ser verdadeiro, tanto no currículo, quanto na entrevista, são ponto pacífico;
4) Cada vez mais as empresas tratam as contratações como investimentos [em capital humano]. Assim, contratar pessoas com perfil generalista anda mais raro [mesmo que o candidato tenha um cursos superior, etc.]. O que as empresas buscam são "pessoas certas, para funções específicas, visando resultados satisfatórios". Diante dessa realidade, é importante conferir se o perfil de quem se candidata está próximo do estabelecido para a vaga oferecida e se a função/cargo atende às expectativas, inclusive salariais, do candidato.

Que o início de um novo ano é um momento apropriado para a busca de oportunidades no mercado de trabalho, isso não há dúvidas. Contudo, é necessário que esta busca seja mais técnica e pautada por um planejamento prévio. Pois, na verdade, as competências já começam a se destacar no processo de busca pela oportunidade.



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1 Lya Luft, 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010: Arquitetura, Urbanismo e Empregabilidade...


Após a frenética correria e a tumultuada agenda de comemorações, reuniões de família e amigos, pertinentes ao encerramento de cada ano [movimentações estas, bastante justificadas e positivas], ao raiar das primeiras luzes do novo ano, cada pessoa, cada profissional prudente e objetivo, se vê diante do valoroso exercício de fazer planos e de organizar suas metas para o ano novo. Dentro dessa perspectiva, todos os subsídios e informações que contribuam com esses planos para o desenvolvimento das carreiras de profissionais como os que aqui foram destacados serão bem-vindos e úteis, para a reflexão e o direcionamento na busca pelo desenvolvimento e pela inovação.


Como destaque, segue texto extraído da revista Veja datada de 30/12/2009, como parte da matéria - EMPREGOS DO FUTURO:


7 - URBANISTA - O planejamento urbano e regional é um elemento crucial na busca pela redução da pegada de carbono nos centros urbanos. Fortalecer os sistemas de transporte de massa, limitar o espalhamento urbano, estimular o uso de bicicletas e retirar a ênfase dada aos carros são apenas uma parte do trabalho. Igualmente crucial é o planejameto de contingências, já que inundações, ondas de calor e bueiros entupidos pelo lixo se tornam problemas cada vez mais comuns nas metrópolis. O emprego nesse setor deve crescer 15% até 2016 em todo o mundo, e as vagas estão principalmente em governos locais, o que faz delas uma aposta razoavelmente segura.




Sem dúvida, para um início de ano, é uma excelente notícia e um incentivo para quem atua na área - Arquitetos e Urbanistas. Num tempo de poucos recursos naturais, aquecimento global e busca pelas já propaladas "Economia Limpa" e "Economia Sustentável" [aparentimente iguais, porém não idênticas], oportunidades estão abertas para a valorização e a atuação de arquitetos e urbanistas.


Agora é, literalmente, colocar a mão na massa!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Como precificar um Software? [ampliando a discussão]

A ideia aqui não é a de estipular o preço final de um software in pack. Mas sim, a de ampliar a discussão de como precificar o serviço de desenvolvimento de um software específico ou customizado para um determinado cliente.

É claro que conglomerados empresariais que exercem monopólios mundiais nesse sentido, como a Microsoft, por exemplo, impõem os preços de seus produtos ao mercado, sem "dó ou piededade". Mérito de quem possui o valor agregado que eles têm em mãos. Assim, definem, não só os preços dos softwares ou dos pacotes de aplicativos, mas também das CALs de acesso e dos licenciamentos para a utilização dos mesmos. Mas isso é outra história...


Como Consultor de Marketing, Vendas e Negócios Digitais do SEBRAE, tenho me deparado, dia a dia, com a dificuldade dos microempresários do segmento de T.I. em "colocar preço" nos seus serviços, especialmente quando o caso envolve "desenvolvimento". Pensando no assunto, tenho a sugerir o seguinte:


1. Uma base para se precificar esse tipo de serviço é a Hora Trabalhada. Como exemplo, cito algumas empresas goianas que desenvolvem sistemas WEB, e que estipulam o preço de seus projetos com base neste indexador;


2. Outra forma comum de compor o preço é mesclar: Horas Trabalhadas + Complexidade dos Projetos [em termos de horas de assistências de pós-venda / implantação e treinamento dos futuros usuários];


3. Aos ingredientes acima pode ser acrescido, ainda, o nível de formação e competência dos profissionais envolvidos [afinal, um nível de Mestrado ou Doutorado, aliado à uma experiência de anos na área, habilita uma equipe a ofrecer um know-how e um plus que têm, também, um valor a mais].


Contudo, como sugestão principal [pois existe nesse meio uma questão crucial a se considerar chamada MERCADO / concorrência, etc.], poderia-se iniciar a precificação, ou a argumentação de precificação com 02 perguntas:


a) O que os serviços a serem oferecidos pela empresa de T.I. ao cliente irão gerar de receita(?): vendas; captação de clientes; marketing; otimização de canais, etc...;


b) Quais economias o mesmo serviço / sistema irá gerar para o cliente? otimização de custos; controles internos; otimização de comunicação; menor demanda de impressões, etc.


Acredito que uma primeira observação a estes quesitos aqui levantados pode ser um bom início para se chagar a um formato bastante dinâmico de precificação para o serviço de desenvolvimento de softwares.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Como precificar um projeto / serviço de Arquitetura?

RESPONDENDO:
O Arquiteto vende produtos de conteúdo intelectual / imaterial / intangível:
soluções arquitetônicas; de aproveitamento de espaço; de projeto; etc.
→ Mas como mensurar, precificar e vender “ideias”?
→ Quanto elas podem custar / valer?




PREÇO e VALOR são iguais?


PREÇO traduz o custo dos insumos / HTs* gastas para produzir + mark-up


VALOR = Vantagem + Custo

• O arquiteto não deve oferecer seu trabalho apenas preocupado com o preço do serviço → deve se empenhar em agregar valor ao seu serviço [diferencial de atendimento / cumprimento de prazos estabelecidos / soluções inteligentes e anticonvencionais]

→ Assim, o seu cliente perceberá o VALOR do seu produto

“VALOR é aquilo que você tem, que os clientes querem e pelo que estão dispostos a pagar”
(Ian Brooks)


*Horas Trabalhadas

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nuvens na WEB



" 'Em 2010 devemos assistir ao amadurecimento de três tendências: cloud computing, lado social da rede e o lado analítico da internet', diz Alex Dias, presidente do Google no Brasil".
Revista Você S/A, Novembro, 2009

A previsão acima faz lembrar que os conceitos como WEB 2.0, termo cunhado pelo empresário Tim O'Reilly em 2004, objetivando expressar uma segunda era da internet, de maior transparência, interação e convívio na Rede, e Nuvem Computacional [Cloud Computing] não são nada novos, nos meios acadêmico e corporativo. Mais interessante é perceber que, assim como a velocidade dos processadores dos PCs e da própria banda larga supera expectativas em curto espaço de tempo, tais conceitos, embora pertencentes ao campo da virtualidade, mais e mais se tornam uma realidade a influenciar o dia a dia de todos nós. Isso além de abrirem caminho para o desenvolvimento, a empregabilidade e a inovação.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009


Nunca na história desse país se abriram "porões" com tanta X%#&@*!!?POU!.. e nunca se falou em público tanta M%$!ç+SCHRASh*...






Urbanismo e American Way


"(...) Florida* é crítico feroz do processo de suburbanização que dominou a cultura americana depois da Segunda Guerra Mundial, um processo que é visto pelo senso comum daquela sociedade como absolutamente natural e desejável.
Nesse processo que tomou força em meados dos anos 50 e continuou ao longo das décadas de 1960 e 1970, o automóvel, as highways, os malls e as espaçosas casas no subúrbio se tornaram o ideal de progresso do american way of life. Como contrapartida, as grandes cidades americanas perderam população de tal maneira que seus centros passaram a ser habitados pelas minorias pobres e de baixa renda. Daí, Florida vem na contramão e diz que a urbanização - e não a suburbanização - é que fomenta o desenvolvimento, pois cria a possibilidade de interligar as pessoas, de modo mais produtivo, em rede."

*Richard Florida, cientista político, PhD em planejamento urbano, professor da Toronto Rotman School of Business, autor do best-seller: A ascenção da classe criativa, 2002.

NEVES, Ricardo. TEMPO DE PENSAR FORA DA CAIXA - A Grande Transformação das Organizações Rumo à Economia do Conhecimento. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. Pg. 59
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