A chegada do ano novo traz consigo as mais diversas expectativas, envoltas em projetos, planejamentos, propósitos e metas. Afinal, como bem pontuou a renomada escritora Lya Luft, na revista Veja, de 06/01/2010, somos seres socialmente condicionados e "programados" para atingir um padrão de sucesso irreal, no qual impera uma interminável lista de "ter de" que, por não ser "realizável", acaba nos levando a um paranóico e helicoidal sentimento de frustração, fracasso e derrota. Pois, que padrão de sucesso é esse que cobra "ser bonito, saudável, competitivo e competente, bom de cama e ruim de mesa"1 o tempo todo?Verdade é que, as questões relacionadas ao emprego, às oportunidades de trabalho e ao desenvolvimento de uma carreira profissional promissora nos tempos atuais, passam diretamente por crivos e avaliações muitas vezes implacáveis, que devido à competitividade do mercado, tornam-se, a cada ano que passa, uma maratona com tons dramáticos e para a qual poucos parecem preparados, sendo a linha de chegada garantida, somente, para os que, além da qualidade, apresentam "nervos de aço" e a tal "inteligência emocional".
Nesse início de ano, noticiários, anúncios, artigos e empresas de R.H. garantem: a) existem muitas vagas de emprego; b) é hora de se buscar uma recolocação ou de, finalmente, conseguir o tão sonhado emprego não alcançado nos anos anteriores. Contudo, à partir de uma análise prévia desse cenário, e buscando controlar a emoção em detrimento da razão, se faz importante observar:
1) As empresas buscam, atualmente, não só um profissional com experiência, mas com diferenciais; diferenciais estes que devem gerar resultados numéricos para a mesma;
2) Ao concorrer a uma vaga de emprego, deve-se lembrar: o currículo é o "cartão de visitas" do candidato. Um currículo objetivo [leia-se: breve, resumido], bem redigido, destacando as capacidades do candidato, podem abrir portas para as próximas fases do processo seletivo;
3) Ser verdadeiro, tanto no currículo, quanto na entrevista, são ponto pacífico;
4) Cada vez mais as empresas tratam as contratações como investimentos [em capital humano]. Assim, contratar pessoas com perfil generalista anda mais raro [mesmo que o candidato tenha um cursos superior, etc.]. O que as empresas buscam são "pessoas certas, para funções específicas, visando resultados satisfatórios". Diante dessa realidade, é importante conferir se o perfil de quem se candidata está próximo do estabelecido para a vaga oferecida e se a função/cargo atende às expectativas, inclusive salariais, do candidato.
Que o início de um novo ano é um momento apropriado para a busca de oportunidades no mercado de trabalho, isso não há dúvidas. Contudo, é necessário que esta busca seja mais técnica e pautada por um planejamento prévio. Pois, na verdade, as competências já começam a se destacar no processo de busca pela oportunidade.
leia mais: http://www.vocesa.com.br/
siga no Tuwitter: www.tuwitter.com/arijunior180
1 Lya Luft, 2010






